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Inovação e gestão de pessoas
17/09/2012 10:44:44

Inovação tem origem no termo latino innovatio e é aplicada quando algo que é desenvolvido pouco se parece com os padrões conhecidos. Em tempos de economia globalizada, a capacidade das empresas em inovar não somente representa uma vantagem competitiva; é também fator estratégico para a sustentabilidade do negócio. Podemos dizer que a essência da inovação estratégica é a de questionar as crenças existentes e desafiar a lógica convencional. A partir deste “pensar diferente” podem surgir ideias que revolucionam o mundo, novos produtos e serviços são criados, muitas empresas nascem e outras se reinventam.

Uma questão sempre presente nas discussões sobre inovação é como promover a criatividade, quebrar paradigmas, instigar novos conceitos, sair do círculo da “mesmice” que desmotiva os colaboradores e favorece o concorrente. O desafio é construir um clima propício para que as pessoas criem vínculos e escolham se engajar, se comprometer com os objetivos da organização. Engajamento implica em ter pessoas mobilizadas em prol da realização de uma causa, para que voluntariamente dediquem seus esforços para criar. Afinal, este não é um processo que se implanta somente com a publicação de um procedimento.

Somos seres racionais. Esta é uma afirmação indiscutível. O que precisamos sempre lembrar é que somos também seres emocionais. O engajamento, que é um processo emocional, está diretamente ligado à capacidade das lideranças em se comunicar com as equipes para que sintam-se capazes de contribuir e participar (empowerment). Além disso, a empresa precisa comunicar com clareza seus objetivos, afinal, é muito difícil as pessoas se mobilizarem em prol de uma causa se não se tem clareza a respeito dela.
Outro aspecto importante a ser considerado é que a gestão do processo de inovação precisa garantir que o esforço criativo seja canalizado, a análise dos riscos e oportunidades seja realizada de forma eficaz e, principalmente, que a implementação seja cuidadosamente planejada e monitorada. A implementação adequada de uma inovação representa um desafio tão grande quanto a criação do extraordinário.

Estudos e casos de sucesso nos mostram que há culturas mais propícias à implantação da gestão da inovação, pois promovem a participação, apresentam maior tolerância a erros e consequentemente as pessoas se sentem capazes e motivadas para contribuir. Há um cuidado com todo o processo de inovação, desde a captação da ideia até a implementação, e as lideranças são capazes de influenciar as pessoas para que se motivem a criar. Não há um passo a passo para a implantação do processo de inovação que se aplique igualmente a todas as empresas. Felizmente existem boas práticas acessíveis na literatura e por meio de benchmarking, que podem servir como referência, mas precisamos lembrar que a cultura organizacional é tão exclusiva quanto o DNA de cada uma das pessoas que compõem a empresa. Portanto, o sucesso de uma metodologia implementada em uma empresa não garante que ela atinja excelentes resultados em outra cultura.

Para incentivar a criatividade, as empresas têm buscado ações de reconhecimento financeiro e não financeiro tais como: divulgação interna e externa enaltecendo a contribuição, premiação em cerimônias formais com presença de familiares, participação em eventos ou cursos no Brasil e exterior, aumento no subsídio de benefícios, participação nos resultados do que foi criado, remuneração variável, entre outras alternativas que mais se ajustam às possibilidades de cada empresa e perfil dos colaboradores.
A gestão da inovação continuará sendo um tema recorrente por muitos anos assim como o foco em gestão de pessoas. Afinal, a longevidade das empresas está diretamente ligada ao desenvolvimento de líderes capazes de promover condições favoráveis para engajar pessoas, para que se sintam felizes no trabalho e motivadas para contribuir com o seu melhor. 

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