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Códigos de Ética
13/07/2012 18:44:28

Para que serve implantar o código de ética ou de conduta em uma empresa? Muitas nem sabem que existe, outras têm um rascunho preparado por RH, ainda na gaveta, esperando aprovação da diretoria e umas poucas conseguiram implantá-lo. Dentre estas poucas, raríssimas entenderam para que serve e o poder que possui. O código de ética é um poderoso instrumento para definir claramente o comportamento esperado dentro da organização, o alinhamento entre as metas, o negócio e os valores e A OBRA QUE INSPIRA os donos do negócio e que deve ser compartilhada e seguida fervorosamente por todos os profissionais da empresa.

Alguns poderão dizer que é muito teórica minha definição. Engano! A questão da desmotivação para o trabalho que assola nossas empresas é devastadora. Uma das evidências mais contundentes desta desmotivação é a alta taxa de rotatividade que enlouquece as pessoas que trabalham com recrutamento e seleção. Muitas áreas de RH não cumprem a maior parte de suas tarefas porque precisam dedicar grande parte de seu tempo e de sua energia selecionando pessoas continuamente. Empregados novos, velhos problemas: inadaptação ao trabalho, esforço de treinamento com baixo retorno, burocracia em alta, eficácia em baixa, além de aumento nos índices de retrabalho, falhas e de acidentes. Qual é a relação que existe entre o alto turnover e os códigos de ética? Aparentemente nenhuma, mas se você olhar um pouco além do muro das empresas e enxergar, por exemplo, grupos religiosos ou clubes de futebol, você entenderá. Por que pessoas vão espontaneamente às igrejas e pagam por isto? Porque as religiões satisfazem uma demanda básica de qualquer ser humano: dão significado à existência. Em uma empresa, o significado do trabalho jamais é mencionado na maioria das vezes. Proprietários e profissionais apenas encaram a organização como um meio de sobrevivência financeira e nada mais. Algo, portanto, especialmente para os profissionais, que pode ser trocado a qualquer momento, como se troca de roupa! Sempre afirmo que uma empresa é uma aplicação financeira, mas isto está longe de significar que deva ser encarada com a frieza de apenas um número. Cabe aos acionistas e às áreas de RH definir qual é GRANDE OBRA, ou seja, além de ganhar dinheiro, queremos construir o que e de que forma? Precisamos dar um significado ao trabalho da mesma forma que buscamos um significado para nossa existência. O ponto de referência são as empresas. O instrumento é o código de ética, onde além de questões básicas, a missão (o negócio), a visão (a grande meta, a obra) e os valores (os comportamentos) devem ser claramente definidos. Em outras palavras, os acionistas precisam alinhar com seus empregados a GRANDE OBRA que vão construir para a vida da empresa e para a vida de cada um. Ao invés dos mofados planos de carreira, perspectivas de carreira e de crescimento profissional precisam ser discutidas. Cumprimento de metas e descrição de perfis devem estar na pauta do trabalho, assim como disciplina e outros valores.
 
Em resumo, se quisermos edificar empresas com lucro e rentabilidade sustentáveis por longos períodos, precisamos dar SIGNIFICADO PARA O TRABALHO, envolvendo a todos, do presidente ao mais simples auxiliar. O código de ética é o instrumento, é a bíblia da empresa. Enquanto não for encarado desta forma, permanecerá obsoleto no fundo de alguma gaveta e a rotatividade e a desmotivação, continuarão sangrando o caixa.

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